Desenho de mão em cor preta, fazendo símbolo da resistência e do movimento negro. Fundo colorido em amarelo, preto, branco, ciano e laranja em artigo sobre racismo.

4 influenciadores para aprender sobre racismo

Desenho de mão em cor preta, fazendo símbolo da resistência e do movimento negro. Fundo colorido em amarelo, preto, branco, ciano e laranja em artigo sobre racismo.

Em 20 de novembro, comemora-se o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra – mas você sabe por que a data existe? Quem a criou e por que ela é importante na discussão para o racismo? Explicamos essas e outras dúvidas e indicamos influenciadores para você se aprofundar no tema.

O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, instituído em 20 de novembro pela Lei nº 12.519/2011, marca a data de morte de Zumbi, líder do Quilombo de Palmares e herói da resistência negra à escravidão. Trata-se de uma data muito importante para todos nós – e explicamos por quê.

Como foi criado o Dia da Consciência Negra?

Foto da estátua de Zumbi dos Palmares, em Salvador (BA), contra a luz, no pôr-do-sol, com lua cheia surgindo por trás. Ele é rodeado de casas no estilo colonial, que se veem em Salvador.

Escultura de Zumbi dos Palmares, em Salvador (BA). Foto: Gonzalo Rivero. Compartilhada sob licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.

O Dia da Consciência Negra tem uma história diretamente relacionada ao crescimento do movimento negro no País e reconhecimento da contribuição dos negros à cultura brasileira. 

Podemos traçar sua origem até à década de 1960, quando o Dia da Abolição da Escravatura – 13 de maio – era a única data comemorativa a fazer referência histórica ao que os negros vivenciaram no Brasil. 

Muitos, porém, estavam insatisfeitos com a data, que, para alguns deles, mais homenageava a Princesa Isabel que o povo negro.

Era o caso do grupo reunido pelo professor e pesquisador Oliveira Ferreira da Silveira que frequentava a Rua dos Andradas, em Porto Alegre.

Desse grupo, Jorge Antônio dos Santos, o Jorge do Xangô, destacava-se como principal opositor às comemorações do 13 de maio.

Em 1971, durante o governo ditatorial de Emílio Garrastazu Médici, Oliveira Silveira fundaria em Porto Alegre, com Antônio Carlos Cortes, Ilmo da Silva e Vilmar Nunes, um grupo de militância negra que homenageava o Quilombo dos Palmares, agrupamento histórico famoso que se havia destacado no estado de Alagoas.

Desde o começo, o Grupo Palmares de Porto Alegre, que existiu até 1978, concentrou-se em buscar uma alternativa ao 13 de maio. Na pesquisa realizada por Oliveira Silveira, surgiu a data da morte de Zumbi, 20 de novembro de 1695.

Ainda em 1971, foi realizada a primeira comemoração do 20 de novembro, no Clube Náutico Marcílio Dias. A iniciativa se popularizou, e, sete anos depois, recebeu o nome de Dia da Consciência Negra por ideia do ativista Paulo Roberto dos Santos. 

Depois, a data se espalhou pelo Brasil e passou a contar com amplo apoio do movimento negro, culminando na Marcha Zumbi dos Palmares, realizada em Brasília, no ano de 1995, alusiva aos 300 anos da morte do líder.

Qual o objetivo de comemorar o Dia da Consciência Negra?

A cultura brasileira foi formada com intensa participação da cultura dos povos africanos e pela cultura dos colonizadores e dos indígenas – mas, como sabemos, essa interação não foi sempre pacífica, e o histórico de violência também deixou suas marcas.

Por isso, o racismo é um debate sempre atual, e desconstrui-lo é uma pauta urgente. Daí, a importância do Dia da Consciência Negra.

Como há muito conteúdo na internet, resolvemos reunir alguns estudiosos e influenciadores por onde começar a refletir e aprender sobre o tema do racismo. Bora lá?

Silvio Almeida

Foto de Silvio Almeida, que é um homem negro, de blazer bege claro e camisa branca, usando óculos de armação preta e sem cabelos e barba.

Foto: Christian Parente | Divulgação.

Doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito na Universidade de São Paulo (USP), professor na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e na Universidade Presbiteriana Mackenzie e diretor-presidente no Instituto Luiz Gama. 

Você encontra conteúdo do Silvio Almeida no YouTubeFacebookInstagram e Twitter.

Djamila Ribeiro

Foto de Djamila Ribeiro, que é mulher negra, usando tranças em cabelo comprido, batom rosa e camisa listrada preta, branca, azul e vermelha.

Foto: Lucas Lima e Josi Marchesini | UOL | Reprodução.

Mestra em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), escritora, feminista e pesquisadora, Djamila é colunista no jornal Folha de S.Paulo. 

Em 2016, foi nomeada secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Você encontra conteúdo da Djamila Ribeiro no Facebook, Instagram e Instituto Geledés.

AD Junior

Foto de AD Junior, que é um homem negro, sem cabelos, sorrindo para a câmera, camisa bege-esverdeada e barba, sem bigode ou cavanhaque.

Foto: Divulgação.

Adilson dos Santos Júnior, conhecido como AD Junior, é influenciador digital, ativista social, especialista em Marketing Digital e uma das vozes mais reconhecidas pelo trabalho sobre racismo estrutural. 

Você encontra conteúdo do AD Junior no FacebookYouTubeTwitter e Instagram.

Nina Silva

Foto de Nina Silva, que usa uma tiara e cabelo em trança, grandes brincos e blusa quadriculada xadrez em amarelo e preto. Ela sorri para a câmera.

Foto: Movimento Black Money | Divulgação.

Cofundadora do Movimento Black Money e do D'Black Bank, é executiva de Tecnologia e Inovação há 20 anos. 

Já foi escolhida uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil (Forbes) e uma das 100 mais influentes abaixo dos 40 anos pela Most Influential People of African (MIPAD). Tem conteúdo no Facebook e Instagram.

Vale a pena assistir

A TED é uma comunidade global sem fins lucrativos com a missão de gerar debate e espalhar ideias.

Ela promove a TEDx Talks, evento de palestras que ocorre no mundo todo com as personalidades mais influentes de cada lugar.

Claro que esse evento também acontece por aqui – e o mais bacana: há vários vídeos que abordam racismo e seus subtemas, como apropriação cultural, racismo na educação, igualdade racial etc. 

Acesse a série aqui: TEDx Racismo no Youtube.

E você? De quais influenciadores negros você mais gosta e segue?

Foto/Destaque: Vivi Ferraz para Dr. JONES (todos os direitos reservados).

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