Resenha Dr. JONES: Paternidade

Imagem mostra dizeres: Resenha Dr. JONES: De pai para filho, em letras brancas. No fundo azul semitransparente, há imagens de seis homens que deram seus depoimentos à produção.

Que mudanças acontecem na vida e percepção dos homens que se tornam pais? Na estreia da série Resenha Dr. JONES, inspirados no último Dia dos Pais, em agosto, abordamos a temática da paternidade a partir do olhar de seis depoentes.

O que é a paternidade? Como é a jornada e o que muda no homem que passa pela experiência de se tornar pai? E, afinal, o que é um pai para um filho?

Exercer uma paternidade responsável, nas palavras de Eduardo Benom, 34 anos, “é a melhor oportunidade para evoluir como ser humano, principalmente como homem” – e seus desafios, surpresas e delícias são os temas da nossa primeira Resenha Dr. JONES.

A Resenha Dr. JONES é uma série de episódios especiais que você poderá acompanhar aqui e no nosso canal do YouTube sobre temas que discutem as principais preocupações envolvendo a masculinidade contemporânea.

Saúde física e mental, beleza, estética, moda, envelhecimento e fases da vida, mudanças culturais, trabalho, exercícios, relacionamentos, dúvidas enviadas por você. Tudo pode ser tema da nossa Resenha – e, desde já, sinta-se à vontade para dar sua sugestão.

Como é um amor de pai?

Foto de homem negro, cabelo raspado levemente e barba, camisa preta, segurando, abraçando e beijando seu bebê, que veste macaquinho branco, azul e rosa.

Foto: Zach Vessels | Unsplash.

Para Felipe Requião, 38 anos, ser pai desencadeou nele a necessidade de refletir sobre o homem que gostaria que seu filho visse. 

Trata-se, como explica Leandro Ziotto, 36 anos, de uma jornada de aprendizado – e de um papel a ser exercido. 

Não no sentido ‘tradicional’ de apenas prover suporte financeiro e deixar todo o ‘restante do trabalho’ às mães, mas de participar efetivamente e ativamente do cuidado doméstico e da formação daquela nova pessoa.

Esse papel do cuidado, que, por muitas gerações, foi culturalmente negado aos homens, está na pauta de novas e possíveis experiências de paternidade, que passam por valorizar coisas mais simples na vida, como comenta Felipe Oliveira, 34 anos; e por reflexões e mudanças constantes, em busca de se fazer o melhor, como relata Bruno Amorim, 26 anos.

No fim, não existe uma única forma de exercer a paternidade, mas, para Nicácio Belfort, 39 anos, há um único fundamento que deve pautar a relação entre pai e filho(a): o amor, que “é o que nos faz melhores pessoas e melhores pais”.

De pai para filho é uma cocriação da Dr. JONES e do coletivo 4Daddy, que disponibiliza uma plataforma de conteúdo e formação parental, com a missão de sensibilizar homens e mulheres a respeito da figura/função paterna para o desenvolvimento humanoO roteiro e a direção são de Tatiana Serebrinsky e a edição é de Vitor Aidamos.

Assista ao vídeo completo do episódio.

Saiba mais: gênero e desenvolvimento

Você sabia que o coletivo 4Daddy pauta suas ações nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU)?

A Agenda 2030 tem uma pauta ambiciosa: combater as desigualdades sociais e promover, até 2030, a erradicação da pobreza, com desenvolvimento socioeconômico e ambiental em escala global. Para isso, assenta-se nos 17 ODS-ONU e em mais de 160 metas que os países devem perseguir até lá.

O 4Daddy trabalha especificamente com os ODS 5, que busca combater a desigualdade de gênero; e 16, que tem o objetivo de promover a paz, a justiça e instituições eficazes. Confira o site oficial ODS Brasil.

Foto de homem de cabelos compridos amarrados, pele clara, barba e camiseta preta regata fazendo carinho em seu filho bebê no berço.

Foto: Helena Lopes | Unsplash.

Ainda sobre desigualdade de gênero e o papel que homens podem desempenhar no cuidado, vale a pena dar uma olhada no relatório Tempo de Cuidar, publicado em 2020 pela Oxfam International.

Segundo o relatório, a desigualdade social está fora de controle no mundo. 

Uma de suas faces é o trabalho de cuidado não remunerado e mal pago, desempenhado principalmente por mulheres e meninas.

Esse trabalho se traduz em tarefas como cozinhar, limpar, buscar água e cuidar de doentes, que, embora não remuneradas, somam US$ 10,8 trilhões por ano à economia global!

E aí, curtiu? Comente o que achou e deixe suas sugestões para as próximas Resenhas Dr. JONES.

Foto/Destaque: Dr. JONES/4Daddy (todos os direitos reservados).

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