Pele oleosa, mista, seca ou normal? Descubra o seu tipo

Sem camisa, homem jovem pardo com barba por fazer, olhos castanhos e cabelos cacheados bem curtos e raspados na lateral olha para a câmera para ilustrar texto sobre tipos de pele masculina.

A maioria dos homens têm pele oleosa, mas ela não é a única por aí. Que tal aprender um pouco mais sobre esse órgão tão importante e identificar as características do seu tipo de pele? Isso ajuda a ter uma rotina de skincare com os cuidados que sua pele precisa.

Por dentro, todos os homens somos iguais. É por fora que somos diferentes e podemos nos destacar na multidão.

Nossa pele é mais do que o que nos separa do mundo em volta: é nossa identidade e proteção – e, além disso, tem papel fundamental no corpo humano.

Então, meu caro, vale a pena aprender a cuidar dela, e um dos primeiros passos é descobrir o seu tipo de pele. Vamos, porém, começar do começo e dizer, afinal...

Qual é a função da pele?

Homem de pele clara, cabelos escuros e olhos claros, de camiseta branca, passa creme na parte de baixo dos olhos para reduzir rugas.

Foto: Lumin | Unsplash.

A primeira informação importante sobre a pele é esta daí: ela não é simplesmente uma ‘capa’ que veste o corpo. 

A pele é um órgão complexo, como seu coração ou fígado, e tem funções essenciais à vida. Algumas delas são:

  • Proteger os órgãos internos de agressões e dos raios ultravioleta (raios UV) do Sol;
  • Impedir que percamos mais água que o necessário para o ambiente; 
  • Regular a temperatura do corpo; e 
  • Produzir vitamina D, essencial para ossos e músculos.
Outras funções, você confere no nosso artigo sobre skincare masculino.

Quais são as camadas que formam a pele?

Curioso para saber, afinal, quais são as camadas da pele? Elas são três: epiderme, derme e hipoderme. Confira o que cada uma delas faz por você:

Foto de bolo de chocolate em camadas, em prato branco, fundo amarelo e garfo, para ilustrar as camadas da pele: epiderme, derme e hipoderme.

Foto: Toa Heftiba | Unsplash.

> Epiderme: a mais superficial. A epiderme não tem vasos sanguíneos e tem, por assim dizer, suas próprias ‘subcamadas’. 

Mesmo assim, é bem fininha: mais que uma folha de papel! 

A camada mais externa da epiderme, a gente vê a olho nu: é a que entra em contato com o mundo e nos dá nossa identidade. 

A mais interna fica em contato com a derme e é onde nascem as células da própria epiderme. 

> Derme: a camada intermediária da pele. Bem mais grossa que a epiderme, a derme tem duas camadas próprias: uma em contato com a epiderme e outra mais profunda. 

É na derme que ficam os vasos sanguíneos, as fibras que dão elasticidade à pele, as células nervosas que dão as sensações e onde são produzidos os pelos, a barba, o óleo (sebo) e o suor – e onde as rugas começam!

> Hipoderme: sabe aquela gordura localizada que incomoda tanta gente? A ‘culpada’ é a hipoderme. 

Essa camada profunda que fica embaixo da derme e epiderme é essencialmente constituída por tecido adiposo, mas a gordura não está lá para fazer você brigar com a balança: ela modela o corpo, mantém os órgãos no lugar, absorve impactos e funciona como reserva de energia.

Como identificar o tipo de pele?

Cada camada da pele com suas respectivas estruturas são as mesmas para todos nós, mas seu funcionamento, não: ele muda de pessoa para pessoa, de maneira que nenhuma pele é igual a outra.

Até em uma mesma pessoa, a pele muda com o tempo, por causa do ambiente, dos cuidados que se tem ou deixa de ter e mesmo por conta do envelhecimento.

Só que, para tornar possível a produção de cosméticos e produtos para tratar a pele, foi preciso agrupar algumas características em comum e classificá-las.

Saber o seu tipo de pele, então, é importante para adotar uma rotina de skincare e tirar o melhor proveito de cada produto ou tratamento.

Pele normal

Homem jovem oriental de camiseta azul-clara, braço tatuado e cabelos descoloridos, passa a mão no queixo para ilustrar o tipo de pele normal.

Foto: Ron Lach | Pexels.

A classificação em pele normal, oleosa, seca ou mista é uma das mais tradicionais e surgiu no começo do século 20. 

Ela se baseia na quantidade de óleo que há na pele do rosto. O nome técnico da secreção é sebo

Na pele normal, a produção de sebo é equilibrada. A pele tem um aspecto liso, saudável e não é brilhante – mas tem uma luminosidade natural.

Tende a poucos problemas com acne ou inflamação, o que faz de seus donos verdadeiros felizardos, mas precisa ser cuidada para se manter hidratada e em perfeitas condições.

Pele seca

A pele seca tem um aspecto mais fino que a normal, com pouca produção de óleo (sebo). Como o óleo protege, existe uma tendência maior de irritação na pele, descamação, coceira e vermelhidão.

A princípio, o nome ‘seca’ não seria o melhor, porque, afinal, estamos falando de óleo e não de água, que é a hidratação em si. 

O fato, porém, é que, justamente por ter menos proteção, esse tipo de pele tende a perder mais água e sofrer ressecamento. Por isso, costuma ter um aspecto mais áspero e com pouca luminosidade ou brilho. 

Ela também tende a ‘envelhecer’ mais rápido – é mais vulnerável a rugas – e é bastante sensível aos raios UV, que a ressecam ainda mais.

Os cuidados com a pele seca começam e terminam com muita hidratação. Embora, para todos os tipos de pele, seja necessário usar filtro solar, na seca, ele é ainda mais fundamental.

Pele oleosa

Homem negro, de camisa jeans aberta e lenço na testa, cabelos crespos e médios, olhos fechados, fundo amarelo, ilustra tipo de pele oleosa.

Foto: Justin Essah | Pexels.

Nesse grupo, está a maioria dos homens. O nome já diz: a oleosidade na pele é bem maior que nos outros tipos, porque há uma produção a mais de sebo. 

Isso dá a ela um aspecto um pouco mais espesso e mais lustroso. Em outras palavras, brilha. 

A tendência dos homens à pele oleosa se explica por uma questão hormonal. É que as glândulas sebáceas, responsáveis pela produção do óleo, são bastante afetadas pelos hormônios sexuais masculinos. 

A testosterona tende a estimular que elas fiquem mais ativas, em maior quantidade e com poros maiores.

Em comparação com os outros tipos de pele, embora um pouco mais protegida dos sinais de envelhecimento, a oleosa é mais vulnerável a entupimentos dos poros, infecção e inflamação. Por causa disso, é comum que tenha mais problemas com cravos e espinhas (acne). 

Outro ponto de atenção é a hidrataçãoO excesso de óleo faz pensar que o risco de pele ressecada está longe, mas, como eu já disse: água é água e óleo é óleo. 

Na verdade, especialmente nós, homens, somos mais vulneráveis ao ressecamento da pele, mesmo oleosa. É que a pele masculina é cerca de 20% mais grossa que a feminina. Por isso, ela recebe maior carga de raios UV e tende a perder mais água. 

A dica para cuidar desse tipo de pele é não descuidar do hidratante, de preferência os pouco gordurosos, e usar cosméticos que controlem o excesso de oleosidade.

Pele mista

É um ‘mix’. Basicamente, a pele tem todas as características do excesso de oleosidade da pele na ‘zona T’ (testa, nariz e queixo) e, no restante do rosto, é do tipo seca – situação mais comum – ou normal. 

A dica é usar produtos com dupla função, que controlem o brilho e a oleosidade ao mesmo tempo que hidratam.

E aí, gostou? Comenta qual o seu tipo de pele e aproveite para contar como costuma cuidar dela.

Foto/Destaque: Olha Ruskykh | Pexels.

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