Por dentro do produto: Climbazol

Imagem traz um homem de cabelos loiros, de costas, passando a mão nos cabelos sem caspa. Ele está de frente a uma cerca de madeira e usa blusa marrom. A foto alude a uma vida sem caspa com o uso do climbazol.

Você sabia que a caspa tem relação com uma infecção por fungos? Por isso, se você quer se livrar da sensação de pele irritada, coceira e descamação, pode ser interessante conhecer o Climbazol e suas incríveis propriedades cosméticas e fungicidas.

Para, pelo menos, metade da população mundial, a caspa no cabelo é infelizmente uma velha conhecida: um problema caracterizado por irritação na pele, coceira e aquela descamação de fragmentos brancos (caspa seca) ou amarelados (caspa oleosa) que se desprendem do couro cabeludo e são tão inconvenientes... 

A primeira atitude para quem está enfrentando esse quadro é correr e buscar um shampoo anticaspa, mas tem um ‘porém’: como saber, afinal, qual o melhor shampoo anticaspa para você?

Eles não são todos iguais – e os que contêm um princípio ativo chamado Climbazol (no inglês, climbazole) podem ser os salvadores da sua pátria. Vem que te conto por quê.

Para que serve Climbazol?

O Climbazol começou a dar as caras na indústria de cosméticos há mais de 20 anos.

Em 1998, ele foi comercialmente produzido pela primeira vez, e, desde então, já se provou seguro para as pessoas nas concentrações usadas nos produtos médicos e cosméticos (0,5 a 2%), sempre com uma excelente ação no tratamento e melhora da caspa.

Mais recentemente, o Climbazol tem sido investigado também em uma combinação de ativos para reduzir a queda de cabelo. Legal, não?

Mas o que é Climbazol?

Imagem traz conta-gotas com substância transparente, para ilustrar o uso do climbazol anticaspa em cosméticos transparentes.

Foto: Mathilde Langevin | Unsplash.

É um pó quase branco, ou cinza, com pH ácido a neutro (4 a 7) que se dissolve bem em essências oleosas e é insolúvel na água.

Devido a essas características, ele pode ser misturado e fazer parte de uma série de formulações de cosméticos, inclusive os de aspecto clean ou transparente.

O Climbazol também é compatível tanto com produtos que requerem enxágue quanto os que não (leave-on).

Isso inclui aqueles com agentes refrescantes que reduzem a oleosidade e os que têm hidratante na fórmula, diminuem a descamação da pele e tratam os cabelos… ou tudo junto.

Com tanta versatilidade e compatibilidade, não é à toa a presença do Climbazol em shampoos e em loções capilares de longa duração.

Por ser versátil, também dá para adicionar à fórmula compostos que previnem dois efeitos colaterais pouco comuns do Climbazol, mas que podem acontecer: um aumento na irritação e na coceira.

Como o Climbazol age?

Vai aí uma informação técnica: o Climbazol é um agente antimicótico, ou antifúngico, que pertence à classe dos derivados imidazólicos. Linguagem difícil? Eu particularmente acho. 

O importante aqui é saber que essa classe de princípios ativos é a mesma que contém outros antifúngicos/antimicóticos mais famosos, como o cetoconazol – e se a gente fala de caspa, fala de micose e de fungo, sim.

Acontece que, embora a caspa tenha estreita relação com a dermatite seborreica, um problema de pele cujas causas ainda não estão completamente esclarecidas, tanto essa dermatite quanto a caspa costumam estar associadas a infecções por fungos.

A presença de microrganismos como bactérias e fungos na pele, ou couro cabeludo, não é algo incomum. A maioria dos microrganismos, inclusive, leva a vida ‘de boas’ ali, sem causar problemas.

Eles apenas aproveitam o abrigo quentinho e os nutrientes que a nossa epiderme – camada mais externa da pele – dá para eles. Alguns até evitam que agentes verdadeiramente agressivos, ou patogênicos, nos colonizem. É a chamada microbiota da pele.

No entanto, em certas ocasiões, alguns desses microrganismos comuns também podem causar problemas. É o caso dos fungos do gênero Malassezia, principalmente o fungo Malassezia globosa, que é o mais ligado à caspa. 

 Esses fungos, no couro cabeludo, usam a gordura ou óleo da pele – o nome técnico é sebo – para sobreviver. O problema é que, nesse processo, causam uma inflamação na pele que inicia uma reação em cadeia, tendo a caspa como elo final.

Foto de homem pardo de cabelos médios encaracolados e barba aparada. Ele sorri e usa calça jeans e blusa rosada, para aludir ao tratamento bem-sucedido com o climbazol em shampoos anticaspa.

Foto: Behrouz Sasani | Unsplash.

Daí, a importância do Climbazol. Como agente antifúngico, ele atua desestruturando a membrana celular dos fungos Malassezia, levando-os à morte. 

Para nós, que não lamentamos essa perda, isso significa menos inflamação, menos irritação e bye-bye, caspa. 

Mais importante ainda é que o Climbazol deixa em paz os outros microrganismos da microbiota, aqueles ‘de boas’.  

Nos cosméticos, essa qualidade de ‘ir direto ao ponto’ traz um tremendo custo-benefício para o cliente, porque requer menos quantidade do produto para agir. 

Além disso, evita que haja interferências no equilíbrio natural e saudável do couro cabeludo, o que é uma incrível vantagem frente a outros princípios ativos usados em shampoos anticaspa.

E aí, curtiu? Diz pra gente o que você achou desse princípio ativo.

Foto/Destaque: Tim Mossholder | Unsplash.

Fontes:

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