Queda de cabelo e calvície: o que são, sintomas e como tratar

Homem de óculos redondos marrons sorrindo, pele clara, camisa estampada azul-clara, fundo branco, barba aparada e cabelos castanhos claros de tamanho médio e com 'entradas' em artigo sobre queda de cabelo e calvície.

Num belo dia, você vai lavar a cabeça com shampoo ou pentear o cabelo e percebe um monte de fios no ralo, ou então nota ‘clareiras’ surgindo e, cada vez mais, o cabelo ralo e fino. Saiba a diferença entre queda e calvície e o que é bom para parar de cair o cabelo.

Tem pelo menos três maneiras pelas quais um homem percebe que está perdendo cabelos: na hora do banho, quando os fios se acumulam no ralo ou box; quando acorda pela manhã, com o ‘travesseiro peludo’; e, no espelho, quando nota o cabelo ralo, ou o pente/escova de cabelo mais parece um barbeador pela quantidade de pelo que tira.

Nenhuma das alternativas é muito agradável, não é? Mas para resolver a questão e não deixar a autoestima se abater, é importante saber por que os cabelos caem. Vem que te explico.

Por que o cabelo cai?

A primeira coisa que você precisa saber é que seu cabelo, assim como os demais pelos do corpo, é exatamente como você: ele tem um ciclo em que nasce, cresce e morre. Por isso, todos nós perdemos uma certa quantidade de cabelo todos os dias. 

No artigo sobre se raspar a barba faz crescer os pelos, já falei um pouco sobre esse ciclo, mas é legal relembrar as fases pelas quais seus fios de cabelo, assim como sua barba, passam:

  • Fase de crescimento (anágena): por multiplicação celular, o cabelo começa a crescer a partir da raiz, que, no caso do cabelo, fica sob o couro cabeludo; 
  • Fase de regressão (catágena): depois de atingir um certo ponto de crescimento, o fio entra numa ‘vibe’ de estabilidade. Aos poucos, vai ficando mais superficial; 
  • Fase de repouso (telógena): o fio está mais envelhecido, e o corpo começa a preparar sua queda. Um outro novinho começa a ser produzido embaixo; 
  • Fase de queda (exógena): o fio velho cai e é substituído pelo novo.

A sabedoria da natureza é que, além de fatores individuais, como genética, nutrição e até a maneira como cada um cuida do cabelo, cada folículo piloso, que é o responsável pela produção do cabelo, age como se fosse uma ‘fábrica’ independente.

Então, na nossa cabeça, ao mesmo tempo, tem fios que estão crescendo, alguns estacionados e outros sendo preparados para cair. Essa diversidade é que garante que homens e mulheres cultivem seus cabelos sem preocupação por muito tempo. 

Além disso, as próprias fases não têm a mesma duração. No cabelo, a fase de crescimento, por exemplo, pode levar de dois até seis anos – e há casos raros de gente com fios que ficaram até 10 anos crescendo. A fase telógena, por sua vez, pode levar até quase três meses. 

 Com tudo isso, é normal que, em média, percamos cerca de 100 fios de cabelo todos os dias, que estão sendo substituídos no ritmo normal do corpo. Em alguns momentos, podemos perder um pouco mais ou um pouco menos, mas nada preocupante.

O que é queda de cabelo, então?

Em artigo sobre queda de cabelo e calvície, homem de camiseta preta e boné azul claro, de barba e cabeça baixa, caminha em meio a folhas de outono que caem.

Foto: Matthew Hamilton | Unsplash.

O que, no popular, a gente chama queda de cabelo é quando cai mais fio que nesse ritmo normal. 

Nesse caso, cabelos que ainda não estão na fase de substituição ficam frágeis e começam a se desprender do couro cabeludo antes do tempo. 

Por isso, dá para dizer que a queda é um ‘quadro agudo’ – e os motivos para isso são vários. 

Pode acontecer por uma deficiência hormonal ou na alimentação (falta de vitaminas, problemas alimentares), estresse, ansiedade, anemia, infecção, química feita no salão...

Até mesmo a caspa pode ser uma causa! É que a inflamação causada pela dermatite seborreica, dependendo do grau, pode ‘encurtar’ a vida do fio. 

Outro problema que pode causar a queda aguda é a alopecia areata, uma doença inflamatória causada por mecanismos como genética e participação autoimune e que pode ser desencadeada por traumas, fatores emocionais e infecções, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Como tratar a queda de cabelo?

Vai variar. O que os dermatologistas indicam para a queda de cabelo depende, claro, de investigar a causa e atacar o problema pela raiz. 

Nisso, vale ajustar o que está errado, usar medicamentos para ajudar no crescimento dos fios (sob orientação médica, claro) e shampoos com princípios ativos que ajudem no fortalecimento e na manutenção da saúde do cabelo.

O que é calvície?

Foto que mostra um cabelo ondulado castanho em destaque, com espelho, que ressalta necessidade de acompanhamento dermatológico para queda de cabelo e calvície.

Foto: Lea Maruani | Unsplash.

Agora, a calvície já é um outro problema para o cabelo masculino. Com o nome técnico de alopecia androgenética, ela é meio que uma ‘queda-que-não-é-queda’. 

Acontece que, no caso da calvície, as causas são genéticas e hormonais e têm a ver com receptores que existem no folículo piloso para a di-hidrotestosterona.

A di-hidrotestosterona é um tipo de testosterona superconcentrada que se liga a receptores geneticamente programados nos seus cabelos.

Nesse processo, ela torna a fase de crescimento mais curta e estende a fase de substituição.

O que causa a calvície?

Na calvície, o cabelo não cai ‘antes do tempo’, como na queda de cabelo: ele tem o ciclo alterado, completa o ciclo e, além disso, é substituído por um fio de menor calibre, causando o efeito de ‘cabelo fino’. Até que, finalmente, ele é substituído… por nada. Por isso, a calvície masculina, diferentemente da queda, é progressiva

Além de ser uma questão genética, não dá nem para reclamar da di-hidrotestosterona. Esse hormônio, que também é produzido pelas mulheres (que, aliás, também podem ter calvície), tem papéis importantíssimos no nosso corpo. Nos homens, em especial, é inclusive um dos responsáveis por nos fazer… bem… Homens.

Qual o melhor tratamento para a calvície?

Como não dá para mexer nos genes, o tratamento para calvície, ou alopecia androgenética, vai muitas vezes incluir medicamentos, como a finasterida e o minoxidil.

Nos casos em que a calvície já atingiu seu estágio máximo, também dá para apelar para procedimentos estéticos ou cirúrgicos, como o transplante capilar, em clínicas especializadas em cabelos masculinos. De novo, porém, é preciso sempre contar com orientação de um dermatologista.

E aí, curtiu? Diz para a gente como está a saúde das suas madeixas e o que tem feito para tratar a queda ou a calvície.

Foto/Destaque: Christian Buehner | Unsplash.

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