Os riscos do sol para barba, cabelos e pele – e como se proteger

Foto de perfil, que mostra homem de pele clara e cabelos claros e barba deitado em uma superfície com o sol batendo na face, ilustrando a necessidade de proteger pele, cabelo e barba dos raios UV.

Inflamação da pele, ressecamento, dermatites, fotoenvelhecimento, frizz. Em excesso, o sol pode ser um inimigo não apenas da pele em si, mas também da barba e do cabelo masculino. Saiba quais riscos os raios UV trazem à saúde do homem e como se proteger deles.

“Pode o outono voltar que eu quero estar junto a ti. Porque é primavera: te amo. É primavera”, já dizia a música de Tim Maia – e com a primavera, o tempo tende a ficar mais quente e a estimular as pessoas a saírem mais de casa e tomarem mais sol.

Na dose certa, com cuidados e seguindo as recomendações dos dermatologistas, a luz do sol pode trazer saúde e atuar na produção da vitamina D, que tem uma série de funções importantes no corpo.

No entanto, os raios ultravioleta (raios UV) que vêm dali também têm seus riscos para a pele, a barba e os cabelos masculinos. Por isso, fique atento às dicas para se proteger durante o período mais quente do ano, a primavera–verão.

O que o sol pode causar na pele?

Como é a parte mais exposta do corpo, a pele também é a que mais sofre agressão: sol, sujeira, poluição, microrganismos, inflamação e até o envelhecimento natural!

São muitos os inimigos, mas o sol em excesso está, de longe, entre os principais: a lista de problemas pode ficar bem grande, a começar pelo próprio envelhecimento da pele

Foto de homem de pele clara, jovem, sem barba, saindo de piscina ao fundo, subindo pela escadinha da própria piscina. Ele usa shorts laranja, sem camisa, e o sol bate em sua pele.

Foto: John Fornander | Unsplash.

Sim, conforme envelhecemos, todos os órgãos também envelhecem – e a pele, por sinal, é onde o tempo mais deixa marcas, como rugas, flacidez, manchas e perda de pelos que podem vir naturalmente com a idade.

No entanto, existem dois tipos de envelhecimento da pele.

Um deles, o envelhecimento intrínseco, é o que vem com a idade e a genética, e, embora existam estratégias contra ele, não há, a rigor, como evitá-lo. 

Já o segundo tipo, o envelhecimento extrínseco, acontece muito mais por causa de fatores externos que aceleram o processo, como poluição, cigarro e os raios solares.

Esse dá para atrasar, embora ambos os tipos de envelhecimento ajam em conjunto.

Por isso, além do fato de que ambos são influenciados por uma série de fatores, não dá para saber, tintim por tintim, exatamente por que o ser humano envelhece, ou seja, como o processo acontece no todo – mas existem teorias com bastante fundamento e pesquisa.

Por que a radiação UV é perigosa?

Foto de homem correndo ao longe em praia, com sol nascendo ao fundo.

Foto: Samuel Theo Manat Silitonga | Pexels.

Uma delas, e fundamental, é a dos radicais livres.

O que são radicais livres? Nada mais do que ‘ladrões’: átomos ou moléculas que perderam elétrons e, para não ficarem instáveis, ‘roubam’ os dos outros.

O problema é que quem é ‘roubado’ vira radical livre também – e aí repete o processo, criando, com o tempo, uma reação em cadeia.

O nome dessa reação em cadeia é estresse oxidativo, que pode gerar problemas que vão da degeneração de fibras à perda de imunidade da pele, entre outros. 

Os radicais livres surgem tanto por causa do funcionamento normal do corpo quanto por fatores externos (extrínsecos), como... adivinha o quê? Sim, os raios solares!

“Os raios ultravioleta geram bastante estresse oxidativo, que é a produção de radicais livres, moléculas reativas que se vão ligando em tudo, destruindo proteínas, gordura celular, o RNA e o DNA – e, por isso, podem causar mutações que levam ao câncer de pele”, explica o dermatologista Renato Lima.

Vale mencionar que, embora a pele negra e a pele morena tenham uma proteção a mais contra os raios UV, por produzirem mais melanina que a pele clara, por exemplo, elas ainda correm riscos.

“Embora seja menos frequente, pessoas de pele negra, por exemplo, também podem ter câncer de pele. Por isso, a recomendação é que todos, independentemente da pele que tenham, invistam em fotoproteção”, diz o Dr. Renato.

No somatório geral, os efeitos dos raios UV são tão importantes para o envelhecimento extrínseco da pele que, muitas vezes, ele é chamado fotoenvelhecimento, ainda que o envelhecimento extrínseco possa envolver outros fatores.

Quais os problemas causados pelos raios ultravioletas do sol?

Na pele, os danos do estresse oxidativo afetam, entre outras funções, as do colágeno, proteína essencial para a firmeza e sustentação da pele. Por isso, o estresse leva a pele a ficar mais flácida e desidratada.

Desidratação e ressecamento da pele, por sinal, são dois grandes problemas que os raios UV podem trazer, até mesmo antes de os radicais livres avançarem em seu ‘trabalho destrutivo’.

Isso porque os raios ultravioleta também tornam menos eficiente a absorção de água pelas células, deixando a pele ressecada – e, aliás, não é só ela que pode sofrer o problema do ressecamento.

Foto de homem de camiseta preta e calça jeans, de costas, pele clara e cabelos curtos castanhos andando em direção a dunas no deserte, ilustrando os riscos de desidratação causada pelo sol.

Foto: Moon | Unsplash.

“A barba e o cabelo também ressecam por causa dos raios ultravioleta”, explica o Dr. Renato Lima. “Além disso, pode haver alteração da qualidade da gordura, o que pode gerar mais problemas de pele, como dermatite, acne (cravos e espinhas), caspa no couro cabeludo”, elenca.

“Os raios UVB, em especial, destroem mais a proteína do cabelo, que fica mais quebradiço e menos maleável”, explica o dermatologista.

É claro que as proteções naturais do corpo, como a melanina, ajudam... mas dar uma ‘mãozinha’ a elas nunca é demais.

Como cuidar da pele no sol – e da barba e cabelo 

Foto de homem de pele clara e sorrindo, cabelos curtos, que recebe de mãos femininas um pouco de protetor solar. A mulher desenha nas costas dele um sol com o protetor.

Foto: Anna Tarazevich | Pexels.

Agora, finalmente a questão importa: como dar essa ‘mãozinha’?

Para a pele em si, as recomendações são bem conhecidas.

Tomar a dose de água adequada e usar um bom hidratante – ou seja, cuidar da hidratação por dentro e por fora –, usar protetor solar e evitar pegar sol nos horários em que ele é mais forte, como por volta do meio-dia.

Uma dica sobre o protetor solar é atentar-se ao fator de proteção solar (FPS).

Na prática, esse número significa quanto tempo é possível permanecer sob o sol sem a pele ficar avermelhada.


Dessa maneira, um protetor com FPS 30 para, por exemplo, uma pessoa que consegue naturalmente se expor a 10 minutos sob o sol garantirá que ela fique 30 vezes mais tempo sem haver vermelhidão, ou seja, 300 minutos. 

Esse FPS leva em conta inicialmente o fototipo de pele. Então, pessoas que têm a pele bem negra, por exemplo, precisariam de um FPS menor, de 5, por exemplo. Peles morenas um FPS de 15 já seria suficiente.

O problema é que, para o protetor fazer efeito, ele precisa ser passado na medida e frequência correta – e muita gente não o faz. Por isso, recomenda-se o FPS 30, ou maior, porque, nesse caso, mesmo que a pessoa passe incorretamente, ainda garante uma boa proteção.

Com os raios ultravioleta também afetam negativamente os pelos e o cabelo masculino, é importante também proteger os fios da região da cabeça e da barba.

“O raio solar também vai afetando a barba. Ao longo do tempo, o fio vai ficando menos maleável, ou muito áspero, com frizz”, explica o Dr. Renato.

“Muda a qualidade da barba, principalmente dos que têm barba grande. Vale a pena, então, investir em produtos que confiram fotoproteção à barba e ao cabelo também”, diz ele. 

Foto de mão que segura, em frente a fundo azul-celestre, a embalagem do balm para barbear THE SHAVING SOLUTION, da Dr. JONES.

Foto: Dr. JONES (todos os direitos reservados).

A dica da Dr. JONES especialmente para os barbados é o balm para barba The Shaving Solution.

O balm, que é multifuncional, contém fator de proteção solar que, além de tudo, evita o amarelamento de barba branca ou grisalha.

No entanto, na ausência de um produto próprio e num contexto mais específico, como ir à praia, vale até passar um protetor solar mais líquido na região, na hora da emergência.

“É preciso cuidar da barba, que, como o restante, sofre anos de agressões dos raios ultravioleta”, diz o Dr. Renato Lima. 

“Aliás, precisamos criar essa cultura, porque falamos sempre de pele – e esquecemos que a barba e o cabelo também sofrem danos do sol”.

E então, curtiu? Conta pra gente que cuidados você tem com sua barba ou cabelo grisalho.

Foto/Destaque: Gabriela Mendes | Pexels.

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